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diario da fada basica




Em algum lugar e todos os cantos do mundo
 
Fatima Dannemann
 
Em algum lugar
a luz de velas
ao som de um violino celta
sob o vento da noite
a soprar docemente
sob o olhar de flores flutuantes,
corpos que se fundem
num ato completo de amor.
 
Em algum porto,
numa praia onde repousa
um barco de pescaria,
sob o marulhar das ondas
sob o farfalhar do vento lá fora
sentindo a dança das areias úmidas
banhadas pela noite estrelada
corpos que inspiram amor
rolam pelo cio da noite
e sugam a própria essencia da vida.
 
Em algum ponto
do infinito espaço
ao som da música das esferas
corpos que dançam sobre a lua
e apenas amam...
 
Em algum canto
em todos os pontos
e todos os cantos
corpos que amam
e amando
e vão traçando riscos
tramando uma rede
de sentimentos e sentidos...
 
Em algum lugar
a luz de vela,
ouvindo o marulhar das ondas
ao som de um violno celta
corpos que se amam
em uma alma única.


Escrito por Fatima Dannemann às 22h40
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  Flores para quem merece flores
 
  Para alguem que é o meu sonho de consumo...
  
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Escrito por Fatima Dannemann às 22h39
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  Andei passeando na net e descobri uns sites com belas figuras de deusas. Essa é uma delas. Sedona.

  Engraçado. Estive numa cidade no Arizona que tinha este nome, Sedona. Encravada num canyon. Cheguei lá depois de passar pelo Grand Canyon (mil... adorei), Flagstaff e descer pelas montanhas através do deserto até chegar a Sedona.

   Engraçado. A gente pensa em deserto. Vem a cabeça deserto. Algo sem vida. Ai, andando pelo deserto lá do Arizona, da California, descubro que o deserto tem vida. Sim, vida. Belas flores de cactus, animais esquisitos. Vida feita para enfrentar condições extremas.

   Ai vou ler sobre o polo norte, polo sul, sei lá que montanha gelada. Elas também tem vida. Nas profundezas abissais, tem vida. peixes esquisitos ou sei lá que nome tenham. Vida...

  Quando a gente mora assim na cidade, quando a gente corre contra o tempo, quando a gente vive presa a urgencias, emergencias, correrias nunca reparamos nisso: vida...

   Tudo o que parece vivo é o motor do carro. E ai dele se não funcionar de manhã...

   E nessas horas de ócio em minha vida eu filosofo sobre isso: vida. E formas de vida. Acabei lembrando da Ilha de Skye. Lembro do guia. acho que ele queria folga. Queimou o filme de um dos lugares mais especiais da Escócia. Mas não adiantou, todos estávamos lá. Para ver os tais lagos de agua salgada.

  Foi ali que pela primeira vez eu rabisquei as palavras: ãs aguas apenas interessam o sabor das marés...

  O poema CANTO PARA AS AGUAS MANSAS, acabado, finalizado e sacramentado junto a uma lagoa de maior significado em minha vida, o Dique do Tororó, nascia ali. Mas nem eu sabia...

  Naquele momento talvez tenha nascido o tributo a algo muito significativo e que eu sempre reneguei: O ELEMENTO AGUA... Pois é... Eu queria a terra, o poder de realização, as riquezas. Queria o fogo, o brilho dos holofotes, a luz. Quero o ar, propagar minhas palavras, estar produzindo as manchetes dos jornais. Mas sou água...

Uma água vencendo a lua minguante de seu signo ascendente e pensando... pensando... querendo crer... Querendo fazer da vida um poema épico tal qual os celtas, que eu tanto cultuo, cantavam nas feiras (cantavam porque os celtas não sabiam escrever, mas aprenderam a tempo de enxertar poemas eróticos em versões da biblia que jamais foram autorizadas pela igreja, mas isso é outra história).

Pausaaaaaaaaa...

Mudando de assunto, estou ouvindo desde cedo um disco muito maneiro. Como me considero movida a trilha sonora, sempre vou estar aqui recomendando musicas, discos, etc. Celta, naturalmente. Com todos os violinos a que tenho direito.

 

 

 

 

 

 

 



Escrito por Fatima Dannemann às 22h19
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