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diario da fada basica Através da janela da Lia Fatima Dannemann Vejo o por do sol da janela do oitavo andar e peço licença poética para falar sobre o concreto poético da esquina mais próxima e periquitos gritam sem licença e o verde rompe o cinza por que verde é a cor de algumas poesias e verde é o tom da camisa do poeta e eu não peço licença para soltar meu sorriso e rio para periquitos que voam indiferentes diante de janelas de blindex e a vida é concreta como a fagulha de um isqueiro que acende um cigarro ou um incenso e a vida são horas de papo sobre as idas e vindas de vidas que se cruzam com as vidas. E eu peço licença ao poeta e me dou uma pausa para o café e peço licença ao sol que se põe para esperar a lua que chega de mansinho... E dá vontade de ninar os periquitos de por os passaros e todo o verde para dormir porque eu também estou com sono... E faço da minha voz um poema ou ladainha... Que digam alô a beleza e venha a noite depois que o sol se for Sâo Paulo - 11.10.2004 Escrito por Fatima Dannemann às 11h40 [] [envie esta mensagem] Segundo canto profano Fatima Dannemann Não considero Aparecida minha padroeira pois não rezo para santas que se vestem de negro e pegam pesado no excesso de enfeites. Prefiro o despojamento das deusas orientais então, canto mantos para Tara e acendo velas penando em Kwan Yin. Mas não quero negrumes que lembram Eriskigall sou baiana, e a cor da minha santa é o vermelho de Iansã ou o amarelo dourado do véu de Oxum. E louvo a Rhianon. Me salvo pela luz da verdade que é mais que o sorriso amarelo das falsas deusas vestidas de negro que voam pela noite fingindo-se de boazinhas. Escrito por Fatima Dannemann às 11h40 [] [envie esta mensagem]
Asas da Memória Escrito por Fatima Dannemann às 11h40 [] [envie esta mensagem] Promessa de vida Fatima Dannemann O outono é dourado como velas num templo em um dia festivo. O outono é dourado como o sol do fim de cada dia. O ouro do outono convida a andar entre as as ultimas folhas do ano: Pedaços de ouro que que renovam a vida. O outono é dourado é frio com uma taça de chocolate quente e um drinque leve e ligeiro ao entardecer. E como o fim do dia o outono é ouro é vida que reluz anunciando o inverno e lembrando o eterno recomeço. O outono é ouro em folhas caidas ouro em promessa de vida é chuva e frio em doses de aconchego é eternamente a renovação da vida Escrito por Fatima Dannemann às 11h39 [] [envie esta mensagem]
hoje é o niver da Baia de Todos os Santos... Escrito por Fatima Dannemann às 11h38 [] [envie esta mensagem] zen a moda baiana Fatima Dannemann sou zen, meu bem...
talvez não acredite em deus
mas eu creio no ser humano.
talvez não reze para os santos
mas peço aos anjos
por alma de antas
pois elas não sabem o que pensam
nem se pensam...
(e pensar que acabei fazendo um poemeto
para gente que nem merece
sobre um assunto tão comum:
o viver e sentir...
mas, diriam os franceses
c´est la vie)...
Escrito por Fatima Dannemann às 11h34 [] [envie esta mensagem] Sobre acreditar no que as bruxas dizem
(um poema de halloween)
Fatima Dannemann
Eu acredito em bruxas
e elas existem
Mas não acredito em bruxas
porque elas existem
e são prima ou irmãs dos vampiros,
nem acredito em bruxas
porque elas são filhas das trevas e da maldade
e eu tenha medo de cara feia...
acredito apenas em sua existência
mas não acredito no que elas dizem ou fazem
porque bruxas mentem
bruxas enganam, bruxas fingem, enrolam
e por isso têm o nariz grande e verruguento.
Acredito na existência das bruxas
apenas porque as sombras existem.
Mas prefiro a luz
e quando as bruxas ameaçam eu chamo
as fadas,
chamo silfos, ondinas, salamandras
e os anjos.
E quando bruxas assombram a esquina mais próxima
eu passo por elas como se nada tivesse acontecendo
porque eu não acredito no que as bruxas dizem
nem tenho medo de cara feia.
Escrito por Fatima Dannemann às 11h32 [] [envie esta mensagem] |
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