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diario da fada basica
by Fatima Dannemann
Enquanto Ronaldo tenta fazer o marketing de bom moço (?) e diz na televisão que (ainda) ama Daniela Cicarelli, sua ex-quase-esposa solta as frangas nas badalações.
Escrito por Fatima Dannemann às 22h30 [] [envie esta mensagem] mais um conto zen: É mesmo? Uma linda garota da vila ficou grávida. Seus pais, encolerizados, exigiram saber quem era o pai. Inicialmente resistente a confessar, a ansiosa e embaraçada menina finalmente acusou Hakuin, o mestre Zen o qual todos da vila reverenciavam profundamente por viver uma vida digna. Quando os insultados pais confrontaram Hakuin com a acusação de sua filha, ele simplesmente disse: "É mesmo?" Quando a criança nasceu, os pais a levaram para Hakuin, o qual agora era visto como um pária por todos da região. Eles exigiram que ele tomasse conta da criança, uma vez que essa era sua responsabilidade. "É mesmo?" Hakuin disse calmamente enquanto aceitava a criança. Por muitos meses ele cuidou carinhosamente da criança até o dia em que a menina não agüentou mais sustentar a mentira e confessou que o pai verdadeiro era um jovem da vila que ela estava tentando proteger. Os pais imediatamente foram a Hakuin, constrangidos, para ver se ele poderia devolver a guarda do bebê. Com profusas desculpas eles explicaram o que tinha acontecido. "É mesmo?" disse Hakuin enquanto devolvia a criança.
Escrito por Fatima Dannemann às 22h29 [] [envie esta mensagem] eu gosto do zen budismo por tudo. pela simplicidade complexa e pela complexidade simples, pela arte, pelo silencio, pelas palavras, pelo tudo, pelo vazio e principalmente por contos como este aqui: Nada Existe YAMAOKA TESSHU, quando um jovem estudante Zen, visitou um mestre após outro. Ele então foi até Dokuon de Shokoku. Desejando mostrar o quanto já sabia, ele disse, vaidoso: "A mente, Buddha, e os seres sencientes, além de tudo, não existem. A verdadeira natureza dos fenômenos é vazia. Não há realização, nenhuma delusão, nenhum sábio, nenhuma mediocridade. Não há o Dar e tampouco nada a receber!" Dokuon, que estava fumando pacientemente, nada disse. Subitamente ele acertou Yamaoka na cabeça com seu longo cachimbo de bambu. Isto fez o jovem ficar muito irritado, gritando xingamentos. "Se nada existe," perguntou, calmo, Dokuon, "de onde veio toda esta sua raiva?"
Escrito por Fatima Dannemann às 22h28 [] [envie esta mensagem]
Por Fatima Dannemann E tudo começou quando eu torci o pé na Orla, no verão de 2000. Tudo começou a dar errado... Isso mesmo. Errado. Quando eu era pequena imaginava torcer o pé, ter que engessar para chegar na escola e todo mundo assinar no gesso. Eu lembro que era a maior folia. Quebrou braço, torceu pé, botou gesso, todo mundo assinava. Virava celebridade. Doce ilusão. Ganhei duas semanas de licença no trabalho, só recebi uma visita, a de Kate minha amiga do chat, e ainda tomei bronca do chefe. E teve mais: perdi uma boca livre para o festival de musica instrumental de Ilhabela, em Sampa. Só não entendi que nesse momento eu começava a perder meu emprego e minha vida começava a mudar. Pra pior... Eu era feliz e não sabia. Eu já era espiritualista, mas só que preferia falar sobre reencarnação, terapia de vidas passadas e outros assuntos, no bar tomando cerveja com o pessoal do curso de inglês. Hoje, sou espiritualista e o que acontece: nada... Metade das coisas que eu fazia eu não faço por causa da porra da auto-censura. E eu vejo as peruas, e as mais que isso felicissimas da vida e penso: elas descobriram o nirvana sem saber quem é Buda. Pois é. Não venham me dizer que não... Iiiiiiiih... se escrever mais uma linha eu choro. Choro aqui de saudade de mim mesma. Ah, e de arrependimento de umas malvadezas que andei fazendo. Malvadezas da boca pra fora, mas malvadezas. Já era. Sem essa de me martirizar pelo que passou. Mesmo porque nem adianta. Genteeeeeeeee... Tenho uma novela a escrever e não memórias. Eu falei novela. E meu sonho é mesmo escrever uma novela. Mas, pro Casseta e Planeta. Meu sonho de consumo. A Glória. Redatora do Casseta e Planeta. Será que dá pé? Quem sabe eu me inscrevo no próximo Big Brother, apareço, aconteço e o emprego é meu. Mas agora... Era pra falar das colegas da ginástica, de preferencia as mais chatas, pra ter mais graça. As que passam a aula inteira conversando. Teve uma que me confidenciou: - Fatima, eu sou muito carente. Meu marido não gosta de conversar. Só tenho as aulas de ginástica e a internet. - Depois da aula, Dilma, tu senta ali no Tio Medrado, toma todas, come caranguejo e abre a matraca, mas na aula não. Me desconcentra. Ou eu presto atenção no Luis ou ouço a conversa de vocês. Inevitável: de tanto elas falarem e o professor achar folclórico um dia eu literalmente berrei; CHEGAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA AAAAA TOU FORAAAAAAAAAAAAA e deixei a aula pela metade. Foi ai que lembrei da minha vida antes do pé torcido, mais precisamente de minha vida no jornal. Por onde eles andam? Aqueles que eu pensava que fossem amigos? Munhoz, Painho, Walter, Levi, Eduarda, Claudio, Junior, por favor, se alguem ler este blog dá um help. Tou cansada de ser jornalista apenas no nome. Quero voces de volta a minha vida, quero minha vida de volta, uma redação pelo amor de Deus... Quero ouvir Roque Mendes dizendo que esqueceu as cuecas na casa da Mãe de Bonfim, quero correr nas matérias para tomar uma no abaixadinho - que nem existe mais - quero escrever algo que não seja novela, mas seja verdade. Gente... Cheguei a conclusão que estou vivendo uma vida que não é minha. Estou com saudade de mim mesma. Será que dá pra mudar o script desta história sem que haja interferencias de terceiros? Continuo cheia de gás, aqui. Escrevendo em blogs, e-mails, em sites. É o que me resta, mas não é minha vida, porque minha vida é ser jornalista. E ser jornalista, gente, é muito mais que escrever, é ter que aturar e dar graças a deus porque existem MULHERES QUE FALAM DE MAIS Em matérias sobre o preço no supermercado ou para contar as fofocas do vizinho ("em off, nem bote meu nome, please") elas são imprescindíveis... Escrito por Fatima Dannemann às 22h27 [] [envie esta mensagem] |
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