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diario da fada basica
Canto de luz e sombra
Fatima Dannemann
Uma árvore a beira da estrada
Uma sombra no casebre Uma musica tribal toca ao longe Um cântico sagrado na memória Uma árvore a beira da estrada
Uma sombra bem vinda Um viajante que passa Uma paisagem na memória Uma jornada inacabada Uma árvora frondosa
a mostrar que a sombra é boa Um fruto que cai no telhado Um gato que mia no quintal Um som tribal marcado por tambores Um assovio durante a viagem Escrito por Fatima Dannemann às 20h35 [] [envie esta mensagem] quando mocréia é carinhoso, lindo é que precisa de direito de resposta...
Fatima Dannemann Ai estão tres das minhas sobrinhas, Angela, Marcela, Roberta. Elas existem. São seres reais e de muita luz. De tanta luz que posso me dar ao luxo de chamar de mocréias. Mocréias? Sim, eu falei mocréias. Mas, mas... Sim, elas são lindas, nada tem de mocréias ah e morrem de rir quando eu chamo "mocréiiiiiiiiiiiiaaaaaaaaaas", sabe que é carinhoso. Pior é quando alguem implica comigo e eu digo "oh, linda...". Pura ironia. Mas ai, veio o PT e a Internet e inventaram que mocréia é feio, linda é lindo e que chamar alguem de mocréia e ofender mortalmente. E inventaram o tal direito de resposta. Poxa... Tudo são palavras. Meras convenções. Claro que xingar é xingar e palavras de baixo calão só em caso muito extremos, mas nunca em textos. Mas vejam bem: mocréia, como palavra, nem é das mais feias. Mas SIMPÁTICO... Cruzes, como uma palavra legal soa mal quando pronunciada. Convenções. É a mesma coisa: tem gente que acha inglês chique, francês cafona, alemão dificil. Eu não acho nada. Adoro idiomas e se pudesse falava todos. Mas eles são apenas isso: idiomas. O chique, o fácil, o dificil, o cafona, o exótico fica por conta dos rótulos. Se a gente pensasse zen, nada aconteceria. Ninguem cederia a provocações, ninguem brigaria e as palavras ferinas poderiam cair em desuso. Mas... Deixa eu dizer que minhas belas sobrinhas são as minhas mocréias... Deixa eu falar que a "linda" da padaria é um horror de chata que nunca tem troco por mais que eu dê todos os trocados. São palavras. Linguagem. Só uma convenção. Mais nada. Escrito por Fatima Dannemann às 20h34 [] [envie esta mensagem] |
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